Publicado em: 02/12/2013 ás 16:03:12 Autor: 24horasnews
A 12ª Rodada de Licitações realizada na quinta-feira, 28, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) trouxe à tona, ainda que tardiamente, a discussão sobre o gás de xisto. Entre as bacias passíveis de exploração está a do Parecis, no médio norte de Mato Grosso. 'A grande crítica que o mundo faz à exploração do gás de xisto é a ameaça ambiental', afirma Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
O gás de xisto tem as mesmas propriedades de um gás comum e pode servir na geração de energia elétrica ou como combustível nas indústrias. Também pode funcionar substituindo a gasolina de carros e o diesel de ônibus e caminhões. 'Hoje, o gás já representa 10% da matriz energética, está crescendo e é importante para o Brasil', afirmou a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, durante a 12ª Rodada de Licitações.
Cada país tem sua própria natureza geológica. Embora haja indicações das bacias onde se concentrem as maiores quantidades do gás, não há certeza sobre os locais. 'Não há como saber se há petróleo e gás antes de furar (a rocha)', disse Pires, do CBIE. Contudo, há estimativas de que as maiores quantidades do gás no País estejam nas bacias do Paraná, Sergipe e Recôncavo. Também há as bacias de São Francisco, do Parecis, do Acre e do Parnaíba.
Em muitos países, especialmente europeus, é expressamente proibida a exploração do gás de xisto. Argentina, Austrália, Canadá, China, Polônia e EUA são alguns exemplos de países onde a exploração do gás é permitida. O exemplo americano é o mais citado pelos que defendem a exploração do gás. Mas é bom lembrar que as condições são diferentes, já que os EUA contam com uma vasta rede de infraestrutura (gasodutos, estradas, portos etc.), tecnologia e mercado consumidor. Além disso, a exploração do solo americano não depende de concessões do Estado, tal qual ocorre no Brasil. Lá, a terra pertence a seu proprietário.
Mesmo para os críticos, o leilão de quinta-feira, 28, teve o mérito de trazer para a pauta a discussão sobre o polêmico gás. Durante a 12ª Rodada de Licitações, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcello Zimmermann, destacou a importância de criar a cultura de exploração através do leilão. Outro ponto benéfico é a substituição do uso de carvão e óleo pelo gás, tendo em vista que é uma fonte de energia mais barata e mais limpa do que esses combustíveis. Para países que têm um uso intenso de combustível fóssil, essa troca faz sentido. Para o Brasil, que tem em sua matriz energética uma enorme participação de recursos renováveis, fica a dúvida: até que ponto isso é necessário?
A contaminação de lençóis freáticos e o uso excessivo da água são as maiores críticas feitas pela forma como o gás é explorado, em uma técnica chamada fraturação hidráulica. Nesse processo, toneladas de água misturadas a produtos químicos e areia são injetadas na rocha para se extrair o gás, após furos verticais e horizontais, tal qual uma espinha de peixe. A água usada volta à superfície já poluída por hidrocarbonetos, metais e aditivos químicos.
“É importante saber de onde virá tanta água e o que será feito com ela depois de seu uso”, destaca Jailson B. de Oliveira, professor do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA). “A maioria das reservas exploráveis de gás de xisto está em regiões que têm importantes recursos hídricos para o Brasil, como a bacia do Paraná onde há o aquífero Guarani, um dos maiores do mundo.”
Outra crítica comum dos que condenam a forma como o gás de xisto será explorado no Brasil é a falta de uma regulamentação para o setor. 'O mundo precisa de energia barata, mas precisamos ter uma política de gás natural, que hoje é inexistente no Brasil. Não há regras', afirmou o diretor do CBIE, Adriano Pires.
Além das questões ambientais e regulatórias, há avaliações de que o leilão de quinta-feira, 28, consolidou o monopólio da Petrobrás, em vez de aumentar a concorrência. E, como só 30% dos blocos ofertados foram vendidos, também há uma percepção de que o pouco interesse despertado pelo leilão seja fruto da falta de clareza com relação às regras e incertezas de como funcionará a política de preços.

A 12ª Rodada de Licitações realizada na quinta-feira, 28, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) trouxe à tona, ainda que tardiamente, a discussão sobre o gás de xisto. Entre as bacias passíveis de exploração está a do Parecis, no médio norte de Mato Grosso. 'A grande crítica que o mundo faz à exploração do gás de xisto é a ameaça ambiental', afirma Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

 

O gás de xisto tem as mesmas propriedades de um gás comum e pode servir na geração de energia elétrica ou como combustível nas indústrias. Também pode funcionar substituindo a gasolina de carros e o diesel de ônibus e caminhões. 'Hoje, o gás já representa 10% da matriz energética, está crescendo e é importante para o Brasil', afirmou a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, durante a 12ª Rodada de Licitações.

 

Cada país tem sua própria natureza geológica. Embora haja indicações das bacias onde se concentrem as maiores quantidades do gás, não há certeza sobre os locais. 'Não há como saber se há petróleo e gás antes de furar (a rocha)', disse Pires, do CBIE. Contudo, há estimativas de que as maiores quantidades do gás no País estejam nas bacias do Paraná, Sergipe e Recôncavo. Também há as bacias de São Francisco, do Parecis, do Acre e do Parnaíba.

 

Em muitos países, especialmente europeus, é expressamente proibida a exploração do gás de xisto. Argentina, Austrália, Canadá, China, Polônia e EUA são alguns exemplos de países onde a exploração do gás é permitida. O exemplo americano é o mais citado pelos que defendem a exploração do gás. Mas é bom lembrar que as condições são diferentes, já que os EUA contam com uma vasta rede de infraestrutura (gasodutos, estradas, portos etc.), tecnologia e mercado consumidor. Além disso, a exploração do solo americano não depende de concessões do Estado, tal qual ocorre no Brasil. Lá, a terra pertence a seu proprietário.

 

Mesmo para os críticos, o leilão de quinta-feira, 28, teve o mérito de trazer para a pauta a discussão sobre o polêmico gás. Durante a 12ª Rodada de Licitações, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcello Zimmermann, destacou a importância de criar a cultura de exploração através do leilão. Outro ponto benéfico é a substituição do uso de carvão e óleo pelo gás, tendo em vista que é uma fonte de energia mais barata e mais limpa do que esses combustíveis. Para países que têm um uso intenso de combustível fóssil, essa troca faz sentido. Para o Brasil, que tem em sua matriz energética uma enorme participação de recursos renováveis, fica a dúvida: até que ponto isso é necessário?

 

A contaminação de lençóis freáticos e o uso excessivo da água são as maiores críticas feitas pela forma como o gás é explorado, em uma técnica chamada fraturação hidráulica. Nesse processo, toneladas de água misturadas a produtos químicos e areia são injetadas na rocha para se extrair o gás, após furos verticais e horizontais, tal qual uma espinha de peixe. A água usada volta à superfície já poluída por hidrocarbonetos, metais e aditivos químicos.

 

“É importante saber de onde virá tanta água e o que será feito com ela depois de seu uso”, destaca Jailson B. de Oliveira, professor do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA). “A maioria das reservas exploráveis de gás de xisto está em regiões que têm importantes recursos hídricos para o Brasil, como a bacia do Paraná onde há o aquífero Guarani, um dos maiores do mundo.”

 

Outra crítica comum dos que condenam a forma como o gás de xisto será explorado no Brasil é a falta de uma regulamentação para o setor. 'O mundo precisa de energia barata, mas precisamos ter uma política de gás natural, que hoje é inexistente no Brasil. Não há regras', afirmou o diretor do CBIE, Adriano Pires.

 

Além das questões ambientais e regulatórias, há avaliações de que o leilão de quinta-feira, 28, consolidou o monopólio da Petrobrás, em vez de aumentar a concorrência. E, como só 30% dos blocos ofertados foram vendidos, também há uma percepção de que o pouco interesse despertado pelo leilão seja fruto da falta de clareza com relação às regras e incertezas de como funcionará a política de preços. 

- See more at: http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/leilao-da-anp-chama-atencao-para-as-polemicas-do-gas-de-xisto-mt-na-lista.html#sthash.jOhvFvSy.dpuf
Notícias relacionadas

03/10/2017

Secretaria Municipal de Obras efetua a remoção de entulhos

Visualizar Notícia

02/10/2017

Em defesa do SUAS: Marli Artuzo Brunetta Participa do dia D em defesa

Visualizar Notícia

28/09/2017

Santo Antonio do Leste: Prefeitura antecipa pagamento dos servidores

Visualizar Notícia

28/09/2017

Gestão Transparente - Santo Antonio do Leste sobe no ranking da CGU

Visualizar Notícia